"O declínio dos dinossauros permitiu o crescimento e desenvolvimento dos mamíferos – incluindo nós. E isso nos leva a indagar se o desaparecimento dos dinossauros vai se repetir, mais cedo ou mais tarde, com a espécie humana. Em nível mais profundo, a falha não estaria no destino – um meteoro caído do céu – mas no nosso comportamento."
"O que o faz pensar que os seres humanos são sensíveis e conscientes? Não há evidência disso. Os seres humanos jamais pensam por si mesmos, acham extremamente desconfortável. A maior parte dos membros da nossa espécie simplesmente repete o que ouve dizer – e fica perturbada quando é exposta a uma opinião diferente. O traço humano mais característico não é a consciência, mas o conformismo, e essa característica tem como resultado o conflito religioso. Os outros animais lutam por território e por alimento, mas os seres humanos, diferentes de todo o resto do reino animal, lutam por suas crenças. Isso porque a crença dirige o comportamento, que tem grande importância evolutiva entre os seres humanos. Porém, numa época em que nosso comportamento pode nos levar à extinção, não vejo razão para supor um mínimo de consciência na nossa espécie. Somos conformistas autodestrutivos e obstinados. Qualquer outra visão da nossa espécie não passa de autocongratulação, ilusão."
"Os meninos eram inteligentes, cheios de entusiasmo e jovens demais para que a escola tivesse destruído toda a sua vontade de aprender. Podiam ainda usar os cérebros, o que, na opinião de Thorne, era um sinal certo de que não haviam concluído a educação formal."
"Durante toda a sua vida as pessoas irão dizer uma porção de coisas. E na maior parte das vezes, provavelmente em noventa e cinco por cento das vezes, tudo o que elas disserem estará errado."
"Durante toda a sua vida, outras pessoas irão tentar roubar de você o que você conquistar. Não roube de você mesma."
"Os seres humanos são extremamente destrutivos – disse Malcolm. – Às vezes acho que somos uma espécie de praga que vai acabar com tudo o que existe na Terra. Nós destruímos tão bem que às vezes penso que essa é a nossa função. Talvez de milhões em milhões de anos apareça um animal que mata o resto do mundo, esvazia o convés e deixa a evolução prosseguir para a sua fase seguinte."
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O Parque dos Dinossauros - Michael Crichton
"Vivemos num mundo assustador, de coisas prontas. Está decidido que as pessoas devem se comportar de tal maneira. Está decidido que devem se preocupar com tais e tais assuntos. Ninguém mais pensa nas coisas que chegam prontas. Não é incrível? Na sociedade de informação, ninguém mais pensa. Esperávamos acabar com o papel, mas na verdade acabamos com o pensamento."
"– Muita gente imaginava que este momento chegaria. Mas não tão cedo.
– Esta é a história da nossa espécie."
"Mas nos iludimos, acreditando que as mudanças súbitas ocorrem fora da ordem normal das coisas. Como um acidente de carro. Ou que estão fora de nosso controle, como uma doença fatal. Não concebemos as transformações súbitas, radicais e irracionais como parte da própria essência da vida. Mas é isso. E a teoria do caos nos mostra que a linearidade pura, que acostumamos a aceitar como válida para tudo, da física à ficção, simplesmente não existe. A linearidade é uma maneira artificial de encarar o mundo. A vida real não é feita de uma série de eventos interligados, ocorrendo um após o outro, como contas de um colar. A vida, na verdade, é uma série de encontros, onde cada evento pode mudar os que se seguem de maneira imprevisível, devastadora até."
"– O número de horas que as mulheres dedicam aos trabalhos domésticos não muda desde 1930, apesar de todos os avanços. Apesar de todos os aspiradores de pó, máquinas de lavar e secar, trituradores de lixo, roupas que não precisam ser passadas... Por que levam o mesmo tempo que levavam em 1930 para limpar a casa?
Ellie não disse nada.
– Porque não houve avanços – Malcolm prosseguiu. – Não houve avanços reais. Há trinta mil anos, quando os homens pintavam as paredes das cavernas em Lascaux, precisavam trabalhar vinte horas por semana para conseguir comida, roupa e abrigo. No resto do tempo podiam brincar, ou dormir, ou fazer o que bem entendessem. E viviam em um mundo natural, com ar limpo, água limpa, cheio de árvores, apreciando o pôr-do-sol. Pense nisso. Vinte horas por semana. Há trinta mil anos.
– Quer voltar no tempo? – Ellie contrapôs.
– Não – Malcolm disse. – Quero que as pessoas acordem."
"A maior parte dos poderes exige um sacrifício substancial de quem os deseja. Existe um aprendizado, uma disciplina que dura anos. Isso vale para diversos tipos de poder. A presidência de uma grande empresa. Faixa preta em caratê. Guru espiritual. Seja o que for, exige tempo, prática, esforço. Precisa abrir mão de muitas coisas para chegar lá. É necessário que dê muita importância ao que almeja. Quando consegue chegar lá, tem o poder. Não pode ser dado a outro, existe dentro da pessoa. Literalmente, é o resultado da disciplina."
"Todas as grandes mudanças são como a morte."
"Quero dizer que a vida na Terra sabe cuidar de si. (...) O planeta vive e respira numa escala muito maior. Não conseguimos imaginar seu ritmo poderoso, nem temos a humildade necessária para tentar. Vivemos aqui há um piscar de olhos. Se desaparecermos amanhã, a Terra não sentirá a nossa falta. (...) O planeta não corre perigo. Nós é que corremos perigo. Não temos poder para destruir o planeta, nem para salvá-lo. Mas talvez tenhamos o poder de salvar a nós mesmos."
"– Muita gente imaginava que este momento chegaria. Mas não tão cedo.
– Esta é a história da nossa espécie."
"Mas nos iludimos, acreditando que as mudanças súbitas ocorrem fora da ordem normal das coisas. Como um acidente de carro. Ou que estão fora de nosso controle, como uma doença fatal. Não concebemos as transformações súbitas, radicais e irracionais como parte da própria essência da vida. Mas é isso. E a teoria do caos nos mostra que a linearidade pura, que acostumamos a aceitar como válida para tudo, da física à ficção, simplesmente não existe. A linearidade é uma maneira artificial de encarar o mundo. A vida real não é feita de uma série de eventos interligados, ocorrendo um após o outro, como contas de um colar. A vida, na verdade, é uma série de encontros, onde cada evento pode mudar os que se seguem de maneira imprevisível, devastadora até."
"– O número de horas que as mulheres dedicam aos trabalhos domésticos não muda desde 1930, apesar de todos os avanços. Apesar de todos os aspiradores de pó, máquinas de lavar e secar, trituradores de lixo, roupas que não precisam ser passadas... Por que levam o mesmo tempo que levavam em 1930 para limpar a casa?
Ellie não disse nada.
– Porque não houve avanços – Malcolm prosseguiu. – Não houve avanços reais. Há trinta mil anos, quando os homens pintavam as paredes das cavernas em Lascaux, precisavam trabalhar vinte horas por semana para conseguir comida, roupa e abrigo. No resto do tempo podiam brincar, ou dormir, ou fazer o que bem entendessem. E viviam em um mundo natural, com ar limpo, água limpa, cheio de árvores, apreciando o pôr-do-sol. Pense nisso. Vinte horas por semana. Há trinta mil anos.
– Quer voltar no tempo? – Ellie contrapôs.
– Não – Malcolm disse. – Quero que as pessoas acordem."
"A maior parte dos poderes exige um sacrifício substancial de quem os deseja. Existe um aprendizado, uma disciplina que dura anos. Isso vale para diversos tipos de poder. A presidência de uma grande empresa. Faixa preta em caratê. Guru espiritual. Seja o que for, exige tempo, prática, esforço. Precisa abrir mão de muitas coisas para chegar lá. É necessário que dê muita importância ao que almeja. Quando consegue chegar lá, tem o poder. Não pode ser dado a outro, existe dentro da pessoa. Literalmente, é o resultado da disciplina."
"Todas as grandes mudanças são como a morte."
"Quero dizer que a vida na Terra sabe cuidar de si. (...) O planeta vive e respira numa escala muito maior. Não conseguimos imaginar seu ritmo poderoso, nem temos a humildade necessária para tentar. Vivemos aqui há um piscar de olhos. Se desaparecermos amanhã, a Terra não sentirá a nossa falta. (...) O planeta não corre perigo. Nós é que corremos perigo. Não temos poder para destruir o planeta, nem para salvá-lo. Mas talvez tenhamos o poder de salvar a nós mesmos."
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