Mostrando postagens com marcador Douglas Adams. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Douglas Adams. Mostrar todas as postagens

O restaurante no fim do universo - Douglas Adams

"O problema da maioria das formas de transporte é que não valiam a pena. Na Terra – quando havia uma Terra, antes de ela ter sido demolida para para dar lugar a uma via expressa hiperespacial
– o problema eram os carros. As desvantagens envolvidas em arrancar toneladas de gosma preta e viscosa do subsolo, onde a tal gosma tinha ficado escondida em segurança e longe de todo o mal, transformá-la em piche para cobrir o chão, fumaça para infestar o ar e espalhar o resto pelo mar, tudo isso parecia anular as aparentes vantagens de se poder viajar mais rápido de um lugar para o outro. Especialmente quando o lugar a que se chegava tinha ficado, por conta dessa coisa toda, muito parecido com o lugar de que se tinha saído, ou seja, coberto de piche, cheio de fumaça e com poucos peixes."

"Num universo infinito tudo pode acontecer – disse Ford. – Até a sobrevivência. Estranho, mas verdadeiro."

"É loucura dizer que você sabe o que está acontecendo com as outras pessoas. Só elas sabem, se é que existem. Elas têm seus próprios universos a partir de seus olhos e seus ouvidos." 

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

"Uma das coisas que Ford Prefect jamais conseguiu entender em relação aos seres humanos era seu hábito de afirmar e repetir continuamente o óbvio mais óbvio, coisas do tipo Está um belo dia, ou Como você é alto, ou Ah meu Deus, você caiu num poço de dez metros de profundidade, você está bem?. De início, Ford elaborou uma teoria para explicar esse estranho comportamento. Se os seres humanos não ficarem constantemente utilizando seus lábios – pensou ele –, eles grudam e não abrem mais. Após pensar e observar por alguns meses, abandonou essa teoria em favor de outra: se eles não ficarem constantemente exercitando seus lábios – pensou ele –, seus cérebros começam a funcionar. Depois de algum tempo, abandonou também essa teoria, por acha-la demasiadamente cínica, e concluiu que, na verdade, gostava muito dos seres humanos. Contudo, sempre ficava muitíssimo preocupado ao constatar como era imenso o número de coisas que eles desconheciam."

"É um fato importante, e conhecido por todos, que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Por exemplo, no Planeta Terra, os homens sempre se consideraram mais inteligentes que os golfinhos, porque haviam criado tanta coisa – a roda, Nova York, as guerras, etc. –, enquanto os golfinhos só sabiam nadar e se divertir. Porém, os golfinhos, por sua vez, sempre se acharam muito mais inteligentes que os homens – exatamente pelos mesmos motivos."

 "Quando vocês souberem qual é exatamente a pergunta, vocês saberão o que significa a resposta."