Rita Lee - Uma autobiografia

"Nossos primos interestelares, zilhões de trilhões de anos-luz mais avançados, querem é distância de nós, carcamanos mal programados que ainda matam antes de dizer bom-dia."

"Mas, Hebe, caveiras são simpáticas, mostram que por dentro todos temos a mesma cara."

"Hay que tener cojones para receber revelações espirituais e permanecer calmo."

"O clube do Bolinha afirmava que para fazer rock 'precisava ter culhão', eu queria provar a mim mesmo que rock também se fazia com útero, ovários e sem sotaque feminista clichê."

"Para mim não foi sacrifício ficar muda por um mês, ao contrário, serviu para perceber quantas bobagens a gente ouve e deixa de falar."

"Nenhuma mulher faz aborto sorrindo. Cabe a elas, e somente a elas, a decisão de interromper uma gravidez, assim como de segurar sozinha as consequências moral, espiritual e oskimbau. Me refiro ao 'sagrado feminino', de nós meninas que temos um buraco a mais no corpo para administrar, do nosso universo complexo demais para os machos, religiosos e políticos meterem o bico, esses para os quais prevalece mais o direito do feto que ainda nem nasceu ao da mãe que não deseja pari-lo por motivos que não nos cabe julgar, psicológicos, econômicos, neurológico, até mesmo espirituais." 

"É um tal de política destruindo a liberdade, de medicina destruindo a saúde, de jornalismo destruindo a informação, de advogados e policiais destruindo a justiça, de universidades destruindo o conhecimento, de religiões destruindo a espiritualidade. Confie em Deus, mas tranque o carro."

"Hoje, para um artista se dar bem, ele tem que vender a alma ao cartel empresarial, que por sua vez vende a alma ao cartel político, que vende a alma ao cartel da poderosa nova ordem mundial. Muito diabo para pouco caldeirão."

"Minha depressão não é sinal de fraqueza, é que eu fui forte por muito tempo."

"Dói mais sorrir na frente dos outros do que chorar sozinha."